O Grupo D das Eliminatórias da Euro ofereceu uma das disputas mais parelhas pela competição continental. A chave chegou à última rodada sem nenhuma equipe definida na fase final do torneio. A Suíça estava virtualmente garantida, é verdade, com a moleza de pegar Gibraltar em seu compromisso decisivo. Fez sua parte, ao golear por 6 a 1 no Estádio Victoria. Já o duelo mais importante aconteceu em Dublin. A Irlanda precisava da vitória contra a Dinamarca, sua adversária direta, que aparecia à frente na tabela. Os dinamarqueses abriram o placar. No entanto, os irlandeses botaram pressão e buscaram o empate por 1 a 1. Faltou pouco para uma reviravolta não ocorrer durante os minutos finais.

Em Dublin, a Irlanda tinha que se impor contra a Dinamarca. E mostrou um pouco mais de iniciativa no primeiro tempo, apesar da escassez de chances claras. Os irlandeses apostaram principalmente nos chutes de média distância, parando em Kasper Schmeichel. Do outro lado, os escandinavos ainda perderam dois jogadores por lesão antes do intervalo. A pressa dos anfitriões aumentava no segundo tempo, mas foram os dinamarqueses que saíram em vantagem, num lance isolado aos 28 minutos. Henrik Dalsgaard fez o cruzamento fechado, a defesa parou e Martin Braithwaite infiltrou sozinho para desviar com o bico da chuteira, num plástico arremate.

A situação ameaçava seriamente a Irlanda, que necessitava da vitória. Ainda assim, a equipe da casa conseguiu retornar ao jogo. Matt Doherty empatou aos 40. Após um cruzamento de Enda Stevens, o lateral apareceu no segundo pau para cabecear. Já no final, o que se viu foi o abafa dos irlandeses. Os anfitriões intensificavam a pressão, especialmente com os chuveirinhos, mas os dinamarqueses conseguiram se safar. Por mais que a bola pipocasse na área, a Irlanda não teve precisão suficiente nas conclusões.

Campeã da Eurocopa em 1992, a Dinamarca não vinha sendo tão frequente na Eurocopa durante os últimos anos, após se ausentar em 2008 e 2016. Será a nona participação do país no torneio, no qual ainda possui outras duas campanhas até as semifinais. Depois de um desempenho razoável na Copa de 2018, o time de Age Hareide tem potencial para mirar os mata-matas. Enquanto Kasper Schmeichel lidera a defesa ao lado de Simon Kjaer, os nórdicos veem boas opções do meio para frente – com Lasse Schöne, Thomas Delaney, Yussuf Poulsen e Martin Braithwaite, além de Christian Eriksen, ausente nesta segunda.

Já em Gibraltar, a Suíça até demorou a deslanchar, mas goleou confortavelmente os nanicos. O primeiro tento aconteceu aos dez minutos, com Cedric Itten. Já no segundo tempo, os helvéticos deslancharam. Rubén Vargas, Christian Fassnacht, Loris Benito, Granit Xhaka e Itten (mais uma vez) balançaram as redes, enquanto Reece Styche descontou aos gibraltarinos. Foi um jogo no qual até mesmo os gols foram feios, com os suíços sitiando a área adversária para anotar os seus seis tentos.

Depois de uma boa participação na Liga das Nações, a Suíça também fez uma digna campanha nas Eliminatórias da Euro, com cinco vitórias em oito partidas. O técnico Vladimir Petkovic conseguiu dar espaço a alguns novatos na equipe, considerando as opções à sua disposição. Não é um grupo com grandes estrelas, mas que mantém sua homogeneidade. Será a quinta aparição da Suíça na Eurocopa, com sua melhor campanha em 2016, quando alcançou as oitavas de final e caiu invicta.

A Suíça fechou o Grupo D das Eliminatórias da Euro com 17 pontos. Já a Dinamarca somou 16. A Irlanda, com 13, ao menos ganhará uma segunda chance na repescagem. Os irlandeses aguardam para saber em qual grupo entrarão, na reclassificação baseada na Liga das Nações.

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