Foram 16 anos dedicados ao futebol na vida de Michael Ballack. O meia alemão que foi apontado como líder de uma geração que era sim muito boa mas perdeu grandes chances para se consagrar, se despediu em definitivo do futebol nesta quarta-feira num amistoso entre um time composto por seus amigos e uma seleção do mundo, no Zentralstadion em Leipzig.

De presenças ilustres, tivemos o técnico José Mourinho, o ex-piloto Michael Schumacher, Didier Drogba, Phillip Lahm, Miroslav Klose, Roman Weidenfeller, Lothar Matthäus, Andriy Shevchenko, Ricardo Carvalho, Florent Malouda, Michael Essien, Per Mertesacker, René Adler, André Schürrle, Bernd Schneider, Oliver Neuville e Carsten Jancker.

Ballack foi muito bem no seu adeus e fez três gols, jogando 45 minutos por cada time. A partida terminou em 4 a 3 para a seleção do mundo, que teve em Drogba o seu grande artilheiro na noite. Engraçado notar que quase todo o time vencedor era composto por atletas que já jogaram no Chelsea, em especial no período em que o alemão esteve por lá.

Aos 36 anos, Ballack começou no Chemnitzer em 1995, passou pelo Kaiserslautern, Leverkusen, Bayern Munique e Chelsea antes de retornar ao Leverkusen, seu último clube. Foram quatro títulos da Bundesliga, três Copas da Alemanha, uma Premier League, e três Copas da Inglaterra na sua trajetória, carente por uma conquista na Liga dos Campeões ou pela seleção alemã.

Sua principal frustração talvez tenha sido perder o Mundial de 2010 na África do Sul, já que meses antes sofreu uma lesão grave nos ligamentos após uma entrada violenta de Kevin-Prince Boateng pela final da Copa da Inglaterra entre Chelsea e Portsmouth. Capitão da seleção alemã por muitos anos, Ballack era naquele ano um dos responsáveis por conflitos internos no grupo renovado por Joachim Löw e que se virou muito bem naquela Copa sem seu líder.