O Cruzeiro entrou em campo nesta quarta-feira para cumprir tabela na Copa Libertadores. Já tinha garantido a classificação e a primeira colocação do grupo. Se tinha algo em jogo, era a possível liderança geral entre todos os times dos mata-matas, assegurando preferência no mando de campo. E também resistia uma questão de orgulho, pela invencibilidade que se mantinha. Ao final, a Raposa sucumbiu. Perdeu dentro do Mineirão para o Emelec, por 2 a 1. Os celestes atuaram com alguns reservas e foram atrapalhados por decisões da arbitragem. Mas, ao final, também não podem fechar os olhos para as lições que a derrota deixa.

Diante da situação cômoda, Mano Menezes poupou jogadores importantes. Dedé e Fred ganharam um descanso, enquanto outros se ausentaram por problemas de lesão, a exemplo de Marquinhos Gabriel. De qualquer forma, era um Cruzeiro forte o suficiente para esperar a vitória. O resultado não aconteceu. Durante os primeiros minutos, os celestes procuravam Sassá no comando do ataque, mas erravam na construção das jogadas. Até pelo clima da partida, faltavam maiores emoções. E quando o centroavante foi derrubado, o juiz não marcou nada. Um lance que prejudicou os mineiros.

O Emelec demorou a chegar, mas deu seu aviso aos 23 minutos. Holger Matamoros chutou de longe e carimbou o travessão, após um desvio no meio do caminho. A resposta do Cruzeiro viria com Ariel Cabral, tirando tinta da trave. Rodriguinho também tentou, sem tanta força. O problema se concretizou aos 40, quando os equatorianos abriram a contagem, a partir de uma roubada de bola na intermediária. Joao Rojas foi excepcional, mas também contou com a sorte. O ponta levantou a bola e soltou um bonito arremate de fora da área. Carimbou o travessão. Mas, desta vez, a bola bateu nas costas de Fábio e entrou. O triunfo parcial pedia uma reação dos mineiros.

Mano Menezes voltou ao segundo tempo com duas alterações. David e Robinho entraram na equipe e melhoraram a movimentação. Os primeiros minutos foram bons, com os celestes tentando pressionar. Fabrício Bruno acertou uma cabeçada firme e Esteban Dreer conseguiu segurar. As chances iam surgindo e a falta de precisão nos arremates impedia o empate. O treinador ainda tiraria Jadson para a entrada de Thiago Neves. A comemoração aconteceu dois minutos depois, aos 21, quando Sassá acertou o pé. Após uma cobrança de escanteio, a bola rondou a área, até sobrar com o centroavante. Dominou e soltou um balaço de canhota, sem chances para Dreer.

Ainda na pressão, o Cruzeiro poderia ter virado aos 29. As substituições faziam valer a aposta e Robinho cruzou para David concluir de cabeça. O tento foi anulado por impedimento. Era um lance difícil, mas o atacante estava em posição legal. Sem descansar, os celestes insistiam. Todavia, o Emelec sairia com a vitória do Mineirão. Após uma defesa segura de Fábio, os equatorianos forçaram um pênalti a partir de um contragolpe, em carrinho atrasado de Edilson. Já aos 44 minutos, Brayan Angulo bateu no canto e recolocou os visitantes em vantagem. Restava pouco tempo para uma reação, em esforço em vão dos cruzeirenses.

De uma campanha perfeita, o Cruzeiro vê algumas luzes se acenderem em seu painel de controle e precisa assimilar os avisos. As semanas recentes não são positivas ao time. E a derrota pode influenciar a sequência da competição. Com 15 pontos, a Raposa seca o Palmeiras para ter a liderança geral. Ao Emelec, o resultado valeu a classificação. Os equatorianos ficam em segundo, com nove pontos. O Deportivo Lara, seu único concorrente, perdeu para o Huracán por 3 a 0 na visita à Argentina e terá que se contentar com a Copa Sul-Americana.