Fazer reportagem, no jornalismo, demanda bastante. Requer empenho, recursos, coordenação, bom texto e uma porção de outras virtudes. As limitações aumentam ao jornalismo esportivo e, ainda mais, ao jornalismo esportivo independente. Por isso mesmo, o trabalho do Puntero Izquierdo e do Ludopédio nesta Copa América merece ser exaltado. Os dois sites trouxeram uma porção de reportagens de primeiríssima linha, que olharam o futebol além. Abaixo, reproduzimos os links para as matérias em parceria, alternando entre as duas páginas:

>>> “Elitização provocou distanciamento entre Seleção e o torcedor popular”

Entrevista com o antropólogo e professor da UFRGS Arlei Sander Damo, um dos maiores especialistas em cultura do futebol no Brasil

>>> A favela entra em campo

Enquanto a seleção brasileira decide a Copa América, a Taça das Favelas é o grande sonho de dezenas de jovens do Rio de Janeiro

>>> O futebol que traz alento

Belo Horizonte acolhe imigrantes venezuelanos utilizando a retórica do esporte de massa

>>> De lá pra cá: duas Copas América e dois Brasis

Hiperinflação, eleição direta, Romário e Bebeto, internet, recessão, fake news e VAR: 30 anos de mudanças no Brasil em que só quem não deu as caras foi o tédio

>>> O despertar das multidões

Como o título da Copa América de 1919 transformou a relação do Brasil com o futebol

>>> O futebol de fronteira: caminho para a América

Assim como nos jogos da Libertadores e nas temporadas de verão, argentinos e uruguaios invadiram Porto Alegre no principal torneio do futebol sul-americano de seleções

>>> Na berlinda da rivalidade

Sob o prisma da convergência entre futebol e política, as maiores torcidas de Belo Horizonte apropriaram-se de uma disputa política da América Latina para encenar suas rivalidades dentro das arquibancadas

>>> As torcidas antifascistas de Salvador

Como coletivos de esquerda ligados a torcedores de Bahia e Vitória se articulam para combater o futebol moderno e a intolerância na sociedade

>>> Porto Alegre: Capital del “fútebol”

Cinco jogos foram marcados para a Arena do Grêmio, incluindo partidas dos vizinhos Argentina e Uruguai, o que faz com que torcedores das duas seleções mobilizem-se para transformar o estádio em uma extensão do seu país

>>> A revolta popular da Fonte Nova

Três décadas depois da insurreição nas arquibancadas em Salvador, Seleção Brasileira e torcida baiana se reencontram em partida de Copa América para outro Brasil e Venezuela

>>> O futebol cabe na mala

Imigrantes e refugiados que moram no Brasil falam sobre o amor ao futebol e contam como vão torcer por suas seleções durante a Copa América

EXCLUSIVOS PUNTERO

>>> 1919: O Brasil nasce para o futebol

A Copa América de 1919 marca a primeira conquista do futebol brasileiro numa época em que o esporte era dominado por uruguaios e argentinos

>>> 1922: o Brasil não podia perder

Do juiz Norberto Ladrón aos juízes ladrões escalados pela CBD, o Sul-Americano de 1922 foi um espetáculo infeliz de desorganização, arbitragens polêmicas e adversários indignados. No centenário da sua Independência, o Brasil não aceitava ficar sem a Copa América

>>> 1949: o sonho de voos mais altos

Mirando na Copa do Mundo de 1950, o Brasil sediou — e venceu — o Sul-Americano do ano anterior sem enfrentar seus dois principais adversários, dizimados por uma greve histórica

>>> 1989: o tetra antes do Tetra

O que começou como uma receita para o fracasso, porém, culminaria com o quarto título sul-americano da Seleção — e firmaria na equipe muitos nomes que, cinco anos e muitas reviravoltas depois, finalmente conquistariam o demorado Tetra mundial