O Paris Saint-Germain não teve muito tempo para realizar sua transição de uma temporada para a outra. A decisão da Champions aconteceu no mesmo final de semana em que a Ligue 1 recomeçou e os parisienses tiveram pouco menos de três semanas de intervalo até sua estreia em 2020/21. A derrota para o Bayern de Munique, ainda assim, aponta as lacunas que permanecem no elenco. E, com um custo baixo para a margem de manobra dentro do Fair Play Financeiro, o PSG anunciou o seu primeiro reforço para os próximos meses: o lateral Alessandro Florenzi, trazido inicialmente por empréstimo.

Ainda em maio, o PSG tinha acertado a contratação em definitivo de Mauro Icardi – o que, depois da Champions, não soa como um negócio tão bom assim. O clube também assegurou a permanência de Sergio Rico como goleiro reserva. E com as saídas de alguns jogadores mais tarimbados do elenco (Thiago Silva e Eric Maxim Choupo-Moting fizeram as malas após o torneio continental, como havia ocorrido com Edinson Cavani e Thomas Meunier), é esperado que ao menos algumas peças de reposição cheguem ao Parc des Princes. Florenzi é uma aposta neste sentido.

Cotado para ser o herdeiro da braçadeira de capitão na Roma, Florenzi sofreu com as lesões e também com a falta de consideração interna. Teve dificuldades para emendar uma grande sequência de jogos nas últimas temporadas e, em janeiro, seria emprestado ao Valencia. Fora dos planos do técnico Paulo Fonseca, ganha perspectivas interessantes no PSG. O italiano não se transformou no protagonista que se esperava, mas ainda tem potencial de se firmar como titular no Parc des Princes e compensar a confiança.

O PSG possui um entrave na lateral direita, especialmente após a saída de Meunier ao Borussia Dortmund. Thilo Kehrer foi deslocado ao setor durante a reta final da Champions, mas não se saiu bem e se tornou uma vulnerabilidade na decisão contra o Bayern. Florenzi se torna um jogador mais apto ao setor, sobretudo se conseguir se manter saudável. Ainda pode ser encaixado de outras maneiras e, se necessário, atuar no meio-campo – dando características diferentes ao que os franceses encontram por ali. Sua polivalência é um ponto favorável.

“Estou realmente feliz e orgulhoso por me tornar um jogador do PSG. É um dos maiores clubes da Europa atualmente, o que confirmaram com a campanha na Champions. Estou ansioso para dar meu melhor ao PSG e sua torcida. Temos desafios extraordinários pela frente nesta temporada e será um prazer enfrentá-los ao lado dos meus novos companheiros, que estão entre os melhores jogadores do mundo”, declarou Florenzi, em sua apresentação.

Aos 29 anos, Florenzi perdeu o bonde de se tornar um jogador realmente renomado. O PSG, entretanto, encurta o caminho do italiano ao prestígio. Pode conquistar títulos na França e, se conseguir cumprir a sua função, preenche uma necessidade para tornar os parisienses mais consistentes em sua nova busca pelo troféu da Champions. Além do mais, a exposição em Paris pode ajudá-lo a descolar uma convocação à Eurocopa, ainda presente nas listas de Roberto Mancini. Pessoalmente, o negócio é bom ao camisa 24.

Já o PSG encontra uma solução a preço baixo, considerando o €1 milhão desembolsado pelo empréstimo – com opção de compra por mais €9 milhões. Não pesa nas contas do clube, pensando nas possibilidades de mercado, e alivia para ainda se buscar alternativas mais caras nas demais posições. O histórico de lesões de Florenzi pesa contra o reforço. Mas é um nome útil como opção no elenco, bem como para desenvolver alternativas à lateral direita.