Renan Lodi certamente deixará saudades entre os torcedores do Athletico Paranaense. Porém, os rubro-negros não podem reclamar dos esforços do clube na reposição à lateral esquerda. Em poucos dias, a diretoria atleticana anunciou dois reforços que podem cobrir a lacuna do defensor vendido ao Atlético de Madrid. A primeira novidade foi a chegada de Abner, garoto de 19 anos que estourou com a camisa da Ponte Preta durante os últimos meses. O grande nome, de qualquer maneira, aportou nesta segunda-feira: o rodado Adriano, que estava no Besiktas. Agrega em experiência, em qualidade e também em polivalência.

Adriano passou as três últimas temporadas na Turquia, desde que deixou o Barcelona. O veterano teve bons momentos com o Besiktas, ajudando no domínio do clube no Campeonato Turco e também na caminhada aos mata-matas da Champions em 2017/18. Durante o último ano, se tornou menos frequente nas partidas dos alvinegros. E, em um período no qual o clube enxuga sua folha salarial, o brasileiro não renovou o seu contrato. Aos 34 anos, optou por voltar para casa. Escolheu o Athletico, sem custos aos rubro-negros.

Nascido em Curitiba e criado pela base do Coritiba, Adriano não fez questão de assinar com o antigo clube. Com melhores possibilidades, a escolha pelo Furacão é compreensível, apesar das discussões naturais que a rivalidade suscita. E o lateral chega como o principal reforço dos rubro-negros em um momento importante da equipe de Tiago Nunes. O veterano não poderá jogar a reta final da Copa do Brasil, já que a inscrição de novos atletas se encerrou antes das quartas de final. Em compensação, terá a oportunidade de disputar a Copa Libertadores, caso dos paranaenses sigam em frente na competição, a partir das quartas. E será uma referência durante a maratona na Série A.

“Na hora de você decidir, o momento do clube pesa muito. A estrutura, a metodologia, a filosofia de trabalho. Sempre busquei isso na minha carreira e escolhendo o Athletico, vou dar sequência à minha carreira. Feliz por esse dia e espero retribuir essa confiança”, afirmou Adriano, ao site oficial do clube. “Ansioso para começar a trabalhar e dar continuidade nesse trabalho do Athletico, pensando grande. Espero me adaptar o mais rápido possível e ajudar no que for preciso no dia a dia, com tudo que pude aprender nesse período”.

Enquanto Jonathan e Madson são as principais opções do Athletico na lateral direita, Márcio Azevedo e Abner aparecem na esquerda. Adriano poderia ocupar a lacuna em qualquer um dos lados e ainda atuar no meio campo, mais à esquerda, como fez em diferentes momentos da carreira. A capacidade técnica e a precisão de seus pés contam bastante para que se torne importante no trabalho de Tiago Nunes. A dúvida maior se concentra sobre a capacidade física, embora o esquema utilizado pelo treinador tenda a beneficiar suas subidas ao ataque. Parece um bom encaixe àquilo que Renan Lodi já oferecia ao time.

Adriano, inclusive, comentou sobre os diferentes recursos que pode oferecer a Tiago Nunes: “Eu me cuidei muito durante a minha carreira e estou bem. Posso jogar em diversas posições, aprendi muito na parte tática na Europa e fico à disposição do Tiago Nunes para o que ele precisar”. Embora venha em um ritmo diferente, em relação à temporada europeia, os cuidados do veterano com a forma física realmente serão essenciais em sua chegada.

Por fim, o desembarque de Adriano representa também o peso do Athletico no cenário nacional. As raízes em Curitiba pesaram, é claro, mas não deixa de ser relevante que o lateral tivesse mercado em outros centros do país. O próprio São Paulo chegou a negociar sua contratação, em transferência que não vingou. Melhor ao Furacão, que agrega qualidade ao elenco. Se o veterano conseguir render até o final de seu contrato, vigente por um ano e meio, terá sido um bom acerto aos rubro-negros.

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