O futebol nos Jogos Pan-Americanos não possui grande representatividade. No entanto, para as mulheres, a medalha de ouro valia um sinal de evolução em Lima. As principais seleções do continente, já classificadas às Olimpíadas, não participaram da competição feminina – incluindo aí o Brasil. Desta maneira, o caminho se abriu a uma campeã inédita. E a Colômbia desfrutou o sabor do ouro nesta sexta. As Cafeteras derrotaram a Argentina nos pênaltis, por 7 a 6, após o empate por 1 a 1 no tempo normal. É o primeiro ouro das colombianas, que haviam levado a prata em 2015.

Embora tenha passado na segunda colocação de sua chave durante a fase de grupos, a Colômbia viveu um teste de resistência nos mata-matas. Derrotou a Costa Rica por 4 a 3 nas semifinais, após prorrogação. E diante de uma Argentina desfalcada de suas melhores jogadoras, após algumas líderes serem excluídas por conta de divergências com a comissão técnica, as colombianas conseguiram prevalecer na decisão em Lima.

Maria Catalina Usme abriu o placar às Cafeteras aos 33 minutos, enquanto Agustina Barroso empatou à Albiceleste ainda no primeiro tempo. A Colômbia teve uma postura mais ofensiva ao longo da noite, apesar do duelo truncado. Chegaram mesmo a acertar a trave durante a prorrogação, quando a Argentina também teve uma jogadora expulsa. Porém, a definição acabou nos pênaltis. Depois de 14 cobranças, as colombianas prevaleceram com a vitória por 7 a 6. A argentina Gabriela Chávez desperdiçou o único chute da disputa.

Presente nas Copas do Mundo de 2011 e 2015, a Colômbia registra sua maior conquista no futebol feminino. O país possui sua força no continente, com dois vices na Copa América Feminina, que também renderam duas participações nos Jogos Olímpicos. Já no Pan, as Cafeteras vinham em uma clara crescente. Após a quarta colocação em 2011, chegaram à prata em 2015. Agora, o grande prêmio.

Antes do título da Colômbia, o torneio de futebol feminino no Pan era dominado pelas três principais seleções da América: Estados Unidos, Brasil e Canadá. As americanas conquistaram o primeiro torneio, mas não costumaram enviar seu time principal nas participações seguintes. As brasileiras levaram três ouros desde 2003, tratando o torneio bem mais a sério. Só foram desbancadas em 2011, quando o Canadá se deu melhor. Desta vez, um novo país se junta à seleta galeria de campeãs.