Inglaterra, Itália, Rússia e agora Espanha, só para citar casos ou declarações recentes sobre o assunto. O racismo está espalhado pela Europa e incontrolável no futebol. A última torcida que achou engraçadinho imitar macaco para um jogador negro foi a do Bétis, que insultou criminosamente o seu próprio zagueiro, o brasileiro Paulão, pouco depois de ele ser expulso do clássico contra o Sevilla.

E nem é a primeira vez que os torcedores do Bétis fazem isso. Em abril, o nigeriano Nosa Igiebor foi insultado pela própria torcida no aquecimento, também antes de um dérbi. Ele fez um dos gols do time no empate por 3 a 3 e comemorou de forma efusiva em direção aos torcedores. Depois pediu desculpas.

Agora, a Federação Espanhola, a Uefa, a Fifa, ou todas elas juntas, vão condenar a torcida do Bétis, impor uma multinha mais ou menos e tudo vai continuar igual. A não ser que surpreendentemente eles façam o esforço de identificar os infratores e puni-los. Tantos casos depois, está mais do que claro que essas punições não estão dando resultado.