A camisa 10 costuma ser uma entidade em tantos clubes. O número simbólico dos craques. O Real Madrid, no entanto, vem sofrendo para preencher toda essa mística. O último camisa 10 que deixou um legado incontestável no clube foi Luis Figo. Desde então, ninguém mais se firmou da maneira que se imaginava com o emblema nas costas: Robinho, Mesut Özil e, por último, James Rodríguez. Nesta temporada, os merengues resolveram confiar o peso da 10 a quem deve honrá-la sem grandes problemas. A partir de agora, Luka Modric usará a referência natural a grandes maestros.

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Ao longo dos últimos anos, Modric manteve no clube a camisa 19. Nunca se mostrou vaidoso por isso, até por não usar a 10 em seus tempos de Tottenham. Apenas na seleção é que o meio-campista carregava a 10. Entretanto, com a saída de James e a falta de perspectivas na contratação de um astro específico para a posição do colombiano, a diretoria madridista resolveu realocar o número para o croata. Depois de cinco temporadas, ele “sobe” na hierarquia numérica.

Mais do que o simbolismo, a mudança tem um cunho comercial. É de se imaginar que, pela visibilidade do novo número, as camisas de Modric aumentem as suas vendas nos próximos meses. Além disso, o Real Madrid completa uma sequência de destaques com os principais números: Cristiano Ronaldo, Kroos, Benzema, Modric e Bale. Dá para se discutir se não existiriam outros candidatos, como Isco (que, se escolhido, poderia criar uma discussão desnecessária na imprensa sobre a sua titularidade), Marco Asensio ou Dani Ceballos. Independentemente disso, a mística está em boas mãos.