Eusebio di Francesco assumiu o Sassuolo na segunda divisão do Campeonato Italiano e teve pressar para sair dela. Na primeira temporada, foi campeão da Série B e conseguiu o acesso. Está atualmente na reta final do seu terceiro ano da elite. Depois de escapar do rebaixamento e ficar no meio da tabela, busca voos mais altos e coloca seu time de baixo orçamento na sétima posição, sonhando com competições europeias.

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O bom trabalho não passa despercebido, e segundo a Gazzetta dello Sport, Di Francesco foi especulado como técnico do Milan, que está sempre em busca de um salvador, e da seleção italiana, que perderá Antonio Conte depois da Eurocopa. Ao mesmo jornal italiano, o técnico fez questão de espantar esses rumores e falar apenas de futebol, seu assunto favorito.

E ele fala muito bem. Explicou claramente quais os seus conceitos de jogo, a movimentação do trio de ataque no seu esquema favorito, o 4-3-3, e como usa os conceitos de Zdenek Zeman como base para o seu trabalho, mas discorda em alguns aspectos. E também, como gosta que os jogadores usem sempre passes diretos e verticais. Segundo ele, dois passes para o lado já são um exagero.

Destacamos os melhores trechos. A entrevista inteira pode ser lida, em inglês, aqui.

Estilo de jogo

Meu time sempre joga com passes diretos e atacando os espaços. Sempre digo aos meus jogadores que dois passes seguidos na horizontal já são demais. Eu gosto de ter os jogadores em volta da bola para recuperá-la. Sempre quero recuperar a bola. Zdenek Zeman sempre pressionava, mas eu não quero ver isso o tempo inteiro. Em alguns momentos, você tem que ser paciente.

O esquema favorito

Se eu assumir um time durante a temporada, eu me adaptaria. No entanto, se um time me escolher, precisa saber como eu gosto de jogar e tem que concordar com meu estilo. O 4-3-3 tem apenas um problema, que é marcar o armador do adversário. Fora isso, é ótimo.

As funções de Berardi e o trio de ataque

Domenico Berardi, do Sassuolo (AP Photo/Marco Vasini)
Domenico Berardi, do Sassuolo (AP Photo/Marco Vasini)

Um atacante abre nas pontas, o outro ataca o primeiro poste e o outro ataca o segundo poste. Os três têm que trabalhar juntos, e Berardi é ótimo em entender o que precisa fazer. Primeiro, ele tem que saber qual será seu próximo movimento. Ele precisa mover a bola pelo centro e atacar o gol. Eu não quero que ele abra pelos lados e não gosto quando ele cruza a bola. Isso é algo para os meias e os laterais se preocuparem.

O camisa 9 ideal

Simone Zaza é ótimo na minha opinião. Quando ele jogava conosco, eu sempre perguntava se ele corria nos treinamentos. Ele dizia que sim, e então eu lhe mostrava os números e dizia que não eram bons o bastante. Ele sempre melhorava, porque os números o motivavam. Edin Dzeko, apesar de não estar jogando bem neste momento. E Carlos Bacca, que sempre ataca o gol. Ele e Berardi podem jogar por qualquer equipe.