A Alemanha necessitava de uma resposta. Depois da derrota acachapante sofrida no duelo contra a Holanda em Amsterdã, o Nationalelf precisava reagir. O problema é que sua missão estava distante de ser simples, ao visitar a França em Saint Denis. De fato, o time de Joachim Löw apresentou outra postura e jogou bem melhor do que se viu durante a rodada anterior da Liga das Nações. Todavia, o bom primeiro tempo não foi suficiente para desbancar os bicampeões do mundo. Os Bleus buscaram a virada por 2 a 1 e encaminham sua classificação à fase final do torneio da Uefa, enquanto o risco do rebaixamento alemão é evidente.

A França entrou em campo com sua base campeã do mundo. A única ausência era a do lesionado Samuel Umtiti, substituído por Presnel Kimpembe. De resto, os outros dez titulares na reta final da campanha na Rússia, com Antoine Griezmann e Kylian Mbappé comandando o ataque. Já a Alemanha veio com mudanças em relação à derrota para a Holanda. Desta vez, Joachim Löw escalou um time com três defensores, dando ênfase ao jogo nas alas. Além disso, escalou uma linha de frente bastante leve, com Serge Gnabry, Leroy Sané e Timo Werner.

O primeiro tempo foi dominado pela Alemanha. De fato, a estratégia de Löw deu certo e o time apresentava muita fluidez pelos lados do campo, sobretudo com as subidas de Nico Schulz. Werner e Sané também apareciam bem na linha de frente, abrindo espaços na defesa francesa e se movimentando bastante. Além disso, era interessante como a posse de bola no Nationalelf esteve longe de ser inútil, com o time controlando o duelo e demonstrando muita agressividade para criar ocasiões.

O primeiro gol saiu aos 12 minutos. Kimpembe tocou com o braço dentro da área e, na cobrança do pênalti, Toni Kroos acertou o canto. Hugo Lloris encostou na bola, mas não evitou o tento. O arqueiro, aliás, foi decisivo para segurar o placar no Stade de France. Foram várias intervenções vitais. Na melhor delas, Matthias Ginter aproveitou cobrança de escanteio e o arqueiro foi buscar, em ótima intervenção para evitar o segundo tento. Do outro lado, a França era estéril. Pouco criou e dependia das corridas de Mbappé. Só levou um pouco mais de perigo nos dez minutos finais, mas nada que incomodasse tanto Manuel Neuer.

A França voltou para o segundo tempo buscando mais o ataque, embora não acertasse tanto suas jogadas. Mbappé exigiu uma grande defesa de Neuer com os pés, aproveitando os espaços concedidos pela zaga adversária. Aos poucos, os alemães começaram a se conter mais e a postura dos Bleus reverteria o cenário. O empate aconteceu aos 16 minutos, graças a um Griezmann até então apagado. Em jogada iniciada pelos volantes, Lucas Hernández cruzou e o camisa 7 apareceu na área para cabecear, tirando do alcance de Neuer. Foi o que motivou os anfitriões, mais soltos e passando a se impor.

Lloris ainda teria trabalho nas escapadas da Alemanha em velocidade, fazendo outra defesa essencial em bomba de Gnabry na entrada da área. De qualquer maneira, a França demonstrava mais consistência para buscar a vantagem. E o segundo gol aconteceu aos 34 minutos, em pênalti anotado sobre Blaise Matuidi que gerou a reclamação dos germânicos. Na cobrança, Griezmann apenas deslocou Neuer e definiu. Durante os minutos finais, o Nationalelf buscou o abafa, mas já não encontrava as mesmas brechas da etapa inicial. Neuer evitou que Ousmane Dembélé anotasse o terceiro. Por fim, nos acréscimos, Kroos errou o alvo na oportunidade mais clara para o empate.

A França lidera o Grupo A da Liga das Nações. Soma sete pontos e precisa apenas de um empate contra a Holanda, em seu próximo compromisso, para garantir a classificação. A Oranje tem três pontos e, além da chance de ir à fase final, pode ter o gosto de rebaixar a rival Alemanha. Para tanto, bastará um triunfo sobre os franceses ou um empate na visita aos alemães, que possuem só um ponto até o momento. Os rumores sobre a demissão de Joachim Löw crescem. Apesar da reação parcial nesta terça, os resultados sustentam menos ainda a continuidade do treinador.