Nesta terça-feira, a Confederação Africana de Futebol realizará a sua premiação de melhores do ano. Na véspera do evento, entretanto, a entidade teve uma baita sacada e resolveu organizar uma partida para a história. Jogos de veteranos não são incomuns, ainda mais nesta época do ano. Porém, não com o simbolismo do embate que ocorreu em Dacar. A seleção senegalesa de 2002, que alcançou as quartas de final da Copa do Mundo, se reuniu e entrou em campo. Encarou um time de lendas convidadas pela CAF – e lendas com letras garrafais. Já imaginou um ataque formado por Didier Drogba, Samuel Eto’o e George Weah? Era o que o esquadrão tinha à sua disposição. Pois foram estes que venceram o jogo festivo, com o placar final de 3 a 2 sobre os Leões de Teranga.

Nem todos os melhores da história recente puderam estar presentes em Senegal. Nomes como Abedi Pelé, Yaya Touré e Jay-Jay Okocha fizeram falta, neste sentido. De qualquer maneira, lembrar de craques ausentes é um mero luxo, quando o brilho das estrelas convocadas é enorme. A linha de frente titular tinha Eto’o, Drogba e Kanu, muito bem municiados por Amunike e Aboutrika. Um pouco mais atrás, Essien sustentava o meio. O miolo de zaga impunha respeito com Mark Fish e Naybet, além do angolano Gilberto e do beninense Adjovi-Boco fechando as laterais. Já no gol, o mítico Joseph Antoine Bell. E a qualidade abundava também no banco de reservas, a começar pelo presidente George Weah. Ikpeba, Geremi, Mboma, Hadji, Nonda e até mesmo o convidado Malouda recheavam as opções.

Do outro lado, Senegal conseguiu reunir 20 dos 23 jogadores que disputaram a Copa de 2002. A braçadeira esteve novamente com Aliou Cissé, treinador dos Leões de Teranga no Mundial de 2018. Tony Sylva, Khalilou Fadiga e Henri Camara também marcaram presença, enquanto El Hadji Diouf estrelava o ataque. Uma pena que atletas importantes, como Papa Bouba Diop e Ferdinand Coly, não compareceram. Os anfitriões aproveitaram a ocasião para homenagear Jules Bocandé, antigo ídolo da seleção, que defendeu o time de 1979 a 1993 e faleceu há seis anos.

Apesar de todo o peso dos nomes em campo, o jogo na noite de segunda-feira não conseguiu encher as arquibancadas em Dacar. As lendas abriram o placar com um belo chute colocado de Michael Essien. Na volta do intervalo, Senegal empatou com Salif Diao, aproveitando a falha do goleiro marfinense Alain Gouaméné. Depois, os Leões de Teranga ainda viraram, em boa jogada de Diouf para Mamadou Diallo arrematar. Só que as lendas frustrariam o time da casa com uma nova virada. Essien guardou mais um, desta vez cobrando pênalti. Por fim, em uma assistência de Eto’o, Drogba decretou a vitória dos convidados. Combinação emblemática para fechar a festa.