Se comparada com outras edições recentes, a Copa das Confederações terá menos estrelas do que de costume. Cristiano Ronaldo é o protagonista óbvio, enquanto Alexis Sánchez e Arturo Vidal despontam como outros nomes badalados. A quantidade de seleções campeãs mundiais é pequena e a Alemanha, única representante no quesito, aproveitará o torneio para realizar testes rumo à Copa do Mundo. De qualquer maneira, a competição na Rússia não deixa de ter jogadores prontos a brilhar.

Às vésperas do pontapé inicial, marcado para o próximo sábado, elaboramos uma lista de jogadores para se prestar atenção. Alguns, os grandes craques de suas equipes. Outros, buscando se afirmar como indispensáveis. Sobretudo, atletas que vêm em um bom momento e podem muito bem se destacar nas próximas semanas.

Cristiano Ronaldo – Portugal
(Atacante, 32 anos, Real Madrid)
Cristiano Ronaldo, de Portugal (Foto: Getty Images)
Cristiano Ronaldo, de Portugal (Foto: Getty Images)

Não tem muito jeito. As atenções durante a Copa das Confederações se concentrarão no gajo. É a grande chance de conquistar um torneio mundial pela seleção portuguesa e elevar ainda mais seu nome na história. Considerando a ótima forma na reta decisiva da temporada pelo Real Madrid, marcando gols com uma facilidade imensa, a concorrência na Rússia não parece ser um desafio tão grande. Além disso, cada vez mais o camisa 7 caminha para se transformar no maior artilheiro da história por seleções europeias. Depois de ultrapassar Miroslav Klose na última rodada das Eliminatórias, restam apenas Sandor Kocsis e Ferenc Puskás à sua frente. Uma bela chance de acumular mais tentos em sua conta.

André Silva – Portugal
(Atacante, 21 anos, Porto > Milan)
André Silva, de Portugal (Foto: Getty Images)
André Silva, de Portugal (Foto: Getty Images)

Dá para dizer que a seleção portuguesa melhorou desde a conquista da Eurocopa. Não necessariamente em produtividade em campo, mas pelas novas opções ao time titular que se afirmaram nos últimos 12 meses. Os principais exemplos disso estão do meio para frente. Depois da temporada espetacular com o Monaco, a presença de Bernardo Silva no grupo é inquestionável. Entretanto, o melhor acréscimo foi mesmo o de André Silva. Há anos os lusitanos aguardavam o surgimento de um homem de área realmente confiável. Encontraram no prodígio do Porto, que tenta mostrar serviço antes de seguir ao Milan. Deve formar uma parceria bastante produtiva com Cristiano Ronaldo, como vem acontecendo com frequência ao longo dos últimos meses.

Fyodor Smolov – Rússia
(Atacante, 27 anos, Krasnodar)
Smolov, da Rússia (Foto: Getty Images)
Smolov, da Rússia (Foto: Getty Images)

O elenco inteiro da Rússia que foi convocado à Copa das Confederações atua no futebol doméstico. E, na falta de jogadores que brilhem nos principais centros da Europa, Smolov se coloca entre os destaques dos anfitriões. Pode não ser o jogador mais tarimbado na equipe nacional, mas vem de uma ascensão inegável nos últimos meses, especialmente desde sua chegada ao Krasnodar. De atacante com números tímidos em outras equipes do país, transformou-se em um verdadeiro goleador, artilheiro da liga nacional nas últimas duas temporadas. E que os resultados da seleção russa sejam modestos às vésperas do Mundial, várias vezes contam com o faro de gol do atacante.

Chris Wood – Nova Zelândia
(Atacante, 25 anos, Leeds)
Chris Wood, da Nova Zelândia (Foto: Getty Images)
Chris Wood, da Nova Zelândia (Foto: Getty Images)

Durante anos, Chris Wood foi visto como a grande esperança ao futuro da seleção neozelandesa. Aos 17, já disputava a sua primeira edição da Copa das Confederações, em 2009. Hoje, aos 25, vai para a sua sexta competição internacional. Veste a braçadeira de capitão e já mira também o recorde de gols pelo país. Entretanto, mais importante, o centroavante vive seu momento de maior destaque por clubes. Rodado na segunda divisão inglesa, desde a temporada passada defende o Leeds. Em 2016-17, anotou 27 gols, rendendo não apenas a artilharia da Championship, como também um lugar na seleção do campeonato. Fase excelente que tenta fazer respingar sobre os All Whites.

Hirving Lozano – México
(Atacante, 21 anos, Pachuca)
Lozano, do México (Foto: Getty Images)
Lozano, do México (Foto: Getty Images)

O mais jovem do elenco do México é também um dos mais promissores. Hirving Lozano tem 21 anos e explica bastante do sucesso do Pachuca nos últimos meses, faturando o Clausura da Liga MX em 2016 e também a Concachampions neste ano. Dono de enorme qualidade técnica e velocidade, o garoto é daqueles jogadores em quem você confia para bagunçar as defesas adversárias, além de ser muito perigoso nas conclusões em diagonal. Potencializa os contra-ataques no time de Juan Carlos Osorio, mostrando serviço nas vezes em que teve uma chance. Nesta última Data Fifa, foi fundamental para a vitória sobre Honduras e ganhou uma vaga entre os titulares diante dos Estados Unidos. Não deve demorar a pintar em um clube europeu, especulado no futebol espanhol.

Carlos Vela – México
(Atacante, 28 anos, Real Sociedad)
Carlos Vela, do México (Foto: Getty Images)
Carlos Vela, do México (Foto: Getty Images)

A relação de Vela com a seleção mexicana é um tanto quanto conturbada. Teve altos e baixos, teve rompimentos, teve juras de amor. Mas, nos últimos tempos, voltou a se estabilizar. E a equipe nacional sabe o quanto o atacante é importante, especialmente pela capacidade individual. Não são poucos os jogos em que o ídolo da Real Sociedad chama a responsabilidade, como aconteceu contra os Estados Unidos. Sua geração chega a um momento de maturidade, na expectativa de levar El Tri além de suas possibilidades. A Copa das Confederações será um ótimo teste para o time de Juan Carlos Osorio, em um desafio no qual pensar em título está longe de ser loucura.

Alexis Sánchez – Chile
(Atacante, 28 anos, Arsenal)
Alexis Sánchez, do Chile (Foto: Getty Images)
Alexis Sánchez, do Chile (Foto: Getty Images)

Uma das apostas mais quentes do mercado de transferências. Alexis Sánchez deu alguns sinais de insatisfação no Arsenal, por mais que tenha sido o grande protagonista do time de Arsène Wenger, individualmente brilhante em diversos momentos. Resta a dúvida se ele continuará mesmo em Londres para a próxima temporada, quando há outras equipes de peso de olho em seu futebol, especialmente o Bayern de Munique. Diferencial na seleção chilena, pode não apenas aproveitar a vitrine na Copa das Confederações, como aumentar a galeria de feitos à geração mais vitoriosa da história da Roja. E com outros líderes do elenco em declínio, as esperanças recaem ainda mais sobre o camisa 7.

Leonardo Valencia – Chile
(Meia, 26 anos, Palestino)
Leonardo Valencia, do Chile (Foto: Getty Images)
Leonardo Valencia, do Chile (Foto: Getty Images)

Um dos principais problemas da seleção chilena nos últimos tempos vem sendo o processo de renovação. O elenco praticamente inteiro ronda os 30 anos de idade, sem que novos jogadores de confiança surjam. Entre as tímidas apostas dos últimos tempos, Leonardo Valencia se coloca como uma alternativa interessante, mesmo sem a tarimba internacional de muitos dos seus companheiros. Aos 26 anos, tem sua experiência concentrada no Campeonato Chileno, sobretudo no Palestino, onde despontou nas últimas temporadas. Pode jogar tanto centralizado como meia, na armação, quanto na ponta. E vem ganhando a confiança com Juan Antonio Pizzi, cada vez mais utilizado nos amistosos.

Vincent Aboubakar – Camarões
(Atacante, 25 anos, Besiktas)
Aboubakar, de Camarões (Foto: Getty Images)
Aboubakar, de Camarões (Foto: Getty Images)

Depois do que fez na decisão da Copa Africana de Nações, em fevereiro, Aboubakar vai carregar um respeito eterno entre os Leões Indomáveis. A excelente fase do centroavante foi fundamental para a conquista dos camaroneses. E o seu crescimento na reta final da temporada também valeu bastante ao Besiktas, faturando o bicampeonato turco com ampla participação do centroavante. Serve de referência a uma seleção sem tantas estrelas, mas com diversos jogadores competentes, a exemplo de Benjamin Moukandjo e Christian Bassogog. Vai ser interessante observar também a disputa pela titularidade no gol, com Fabrice Ondoa como dono da posição, mas André Onana ascendendo.

Niklas Süle – Alemanha
(Zagueiro, 21 anos, Hoffenheim > Bayern)
Süle, da Alemanha (Foto: Getty Images)
Süle, da Alemanha (Foto: Getty Images)

Dentre todos os nomes disponíveis no elenco de Joachim Löw para a Copa das Confederações, Süle se coloca como um dos mais capazes de se afirmar ao futuro da seleção. Por mais que a concorrência no miolo de zaga seja pesada (inclusive, a mesma que encontrará no Bayern de Munique a partir da próxima temporada), a qualidade do jovem de 21 anos o coloca como um digno candidato à titularidade no time principal. Possui força física, tempo de bola e sabe sair jogando, especialmente por seus lançamentos longos. O desempenho com o Hoffenheim, sobretudo nos últimos meses, foi excepcional. Agora, vem para um torneio de tiro curto tentando garantir seu lugar na Copa do Mundo de 2018.

Timo Werner – Alemanha
(Atacante, 21 anos, RB Leipzig)
Timo Werner, da Alemanha (Foto: Getty Images)
Timo Werner, da Alemanha (Foto: Getty Images)

Por aquilo que aconteceu nos últimos jogos da Alemanha, é de se esperar que Lars Stindl e Sandro Wagner comecem como titulares na Copa das Confederações. Timo Werner teve uma participação apenas razoável contra a Inglaterra e sofreu com as vaias diante de San Marino – perseguido pelos torcedores do Schalke 04, após simular um pênalti contra os Azuis Reais na Bundesliga. De qualquer maneira, os germânicos têm a consciência de que não há melhor opção ao futuro do ataque do Nationalelf do que o artilheiro do RB Leipzig. Dono de muita mobilidade, também vem evoluindo bastante na conclusão a gol, o que rendeu 21 tentos na última edição do campeonato. Vai para o seu primeiro torneio com a seleção principal para se colocar de vez como uma opção a Joachim Löw.

Tom Rogic – Austrália
(Meia, 24 anos, Celtic)
Tom Rogic, da Austrália (Foto: Getty Images)
Tom Rogic, da Austrália (Foto: Getty Images)

Quem vê Rogic apenas pelo porte físico não imagina o talento que o meia possui, habilidoso e dono de um chute potente. Ausente na conquista da Copa da Ásia em 2015, vem de duas temporadas bastante interessantes pelo Celtic, embora as lesões tenham minado a quantidade de jogos na última campanha. Ainda assim, apareceu de maneira decisiva, sobretudo na final da Copa da Escócia, marcando o gol do título contra o Aberdeen. Também é uma das referências dos Socceroos nas Eliminatórias, garantindo a fundamental vitória sobre a Arábia Saudita na última rodada. Aos 24 anos, terá a sua primeira chance em uma competição internacional.