10 momentos marcantes da campanha do título brasileiro do Palmeiras em 2016

Reveja alguns dos momentos mais marcantes da campanha do eneacampeonato do Palmeiras

Um título nunca é construído em um só jogo. Quando se disputa um campeonato de pontos corridos, mais ainda. O título começa a ser vencido na primeira rodada. O Palmeiras construiu o título de uma maneira que ninguém conseguiu acompanhar. Incontestável, é a melhor defesa e o segundo melhor ataque – marca que ainda pode tomar do Atlético Mineiro na última rodada. O melhor do primeiro turno, o melhor do segundo turno e a discussão do craque do campeonato é uma disputa doméstica no Palmeiras: Gabriel Jesus? Dudu? Moisés? Todos os candidatos vestem o verde e branco do Palmeiras. Escolhemos, então, 10 momentos marcantes desta campanha do Verdão.

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A vitória emocionante sobre o Grêmio

Era a quinta rodada e o Palmeiras vinha de duas vitórias e duas derrotas. O Grêmio de Roger Machado era um dos times favoritos ao título. Um confronto pesado,sob forte chuva e no Pacaembu, porque o Allianz Parque estava sendo usado para um show de Eros Ramazzotti. Um jogaço, cheio de emoções e de golaços.

Até ali, o Grêmio não tinha sofrido nenhum gol. Levou logo quatro. Ali, Dudu deu uma demonstração do que viria no resto do Campeonato Brasileiro: três assistências e uma atuação gigante. Vitor Hugo e Thiago Santos, mais defensores, marcaram gols.

A chegada de Mina e vitória contra o Sport na Ilha

Era a 13ª rodada, no dia 4 de julho. O jogo era contra o Sport, na Ilha do Retiro, onde o Palmeiras não vencia há sete anos. Tabu quebrado. Vitória por 3 a 1, com Gabriel Jesus brilhando. Finalmente, estreou o zagueiro colombiano Yerry Mina, que veio do Santa Fe. O colombiano já chamava a atenção de vários times da América do Sul e também do Barcelona. O Verdão chegou antes, trouxe o jogador – com uma cláusula que dá preferência de compra ao Barcelona – e o colombiano foi um sucesso. Tornou-se um pilar da forte defesa do Palmeiras.

Forte pelo alto, técnico e bom também no ataque, Mina se tornou um dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro. O melhor da sua posição, que ajudou Cuca a montar uma defesa mais confiável para que o time seguisse na ponta, de olho na taça ao final da campanha. Deu certo. Mina se tornou titular até da seleção colombiana. E escreveu seu nome na história do clube.

Quebra de tabu no Beira-Rio

A 15ª rodada teve o Palmeiras quebrando um tabu. Contra o Internacional, no Beira-Rio, o Verdão quebrou o tabu de 19 anos sem vencer o Colorado na casa do adversário. A última vitória por lá foi em 1997. Erik, contratado nesta temporada, marcou o gol da vitória por 1 a 0. Uma vitória marcante na campanha, que deu mais três pontos na briga pelo título.

Quando perdeu Fernando Prass, mas encontrou Jaílson

Aquele que provavelmente é o maior ídolo do time nos anos recentes ficou fora do time, machucado na seleção brasileira da Olimpíada. Embora tenhamos falado da saída de Prass e a entrada de Jaílson, ela não foi imediata. Quem entrou foi Vagner, ex-Avaí, que não foi bem.  Justamente no pior momento do time.

Jaílson entrou no time na 19ª rodada, quando o time vinha da sua pior fase até ali no Brasileirão: duas derrotas, para Atlético Mineiro e Botafogo, e um empate, com a Chapecoense. Vagner perdeu a posição e Jaílson nunca tinha atuado na primeira divisão do Brasileirão. Jogou. Correspondeu. Se tornou essencial, não perdeu mais e virou um dos grandes nomes do título.

Foi neste mesmo jogo, contra o Vitória no Allianz Parque, que Dudu se tornou capitão do time. O capitão que ergueria a taça meses depois, com Jaílson como um dos grandes protagonistas do título.

 O único a vencer o Atlético Paranaense na Arena da Baixada

Era a 20ª rodada do Campeonato Brasileiro e o Palmeiras era líder. Só que vencer o Atlético Paranaense em Curitiba era um enorme desafio. O melhor mandante do Campeonato Brasileiro é o Atlético Paranaense e, por isso, jogar na Arena da Baixada se tornou uma missão duríssima para todos os times.

O Palmeiras foi o único que foi até lá e venceu. O Atlético Paranaense tem uma campanha em casa melhor até que a do Palmeiras: são 47 pontos em 18 jogos – ainda joga na última rodada com o Flamengo e pode aumentar esta marca. O Palmeiras, com a vitória contra a Chapecoense, chegou a 47 pontos em casa.

O Verdão pouco se importou com a força atleticana: bateu o Furacão com um gol de Vitor Hugo, no dia 14 de agosto, e mostrou que o Palmeiras era capaz de vencer qualquer time, em qualquer campo.

Decisão contra o Flamengo

Seguido muito de perto pelo Flamengo, o Palmeiras recebeu o rubro-negro no Allianz Parque na 25ª rodada. Os cariocas tinham a esperança de uma vitória fora de casa que trocaria a liderança de mãos. O problema é que o Palmeiras força. E principalmente, tinha Gabriel Jesus. Ele decidiu quando foi preciso.

O Flamengo vencia por 1 a 0, gol de Alan Patrick – a Lei do Ex, sempre implacável. O Flamengo tinha um jogador a menos desde o primeiro tempo, com a expulsão de Márcio Araújo. De novo, o Palmeiras não conseguia fazer o seu melhor jogo. Se não dava para vencer, o empate bastava, porque o Palmeiras estava na frente. E ele veio.

Moisés cobrou lateral para a área, a bola foi afastada e sobrou para Gabriel Jesus, na entrada da área. Ele dominou, usou a habilidade que tem para fintar Pará e chutar com força e precisão. A bola bateu na trave e entrou. O atacante saiu vibrando muito junto com o estádio todo. O Palmeiras mantinha a liderança. Na garra, na unha, no talento do seu craque. Menos um jogo para o Flamengo buscar o título. Menos um jogo para o Palmeiras chegar à taça.

Vitória sobre o Corinthians em Itaquera

Depois da batalha contra o Flamengo na rodada anterior, no meio da semana, foi o momento de jogar com o Corinthians na 26ª rodada. O rival não vinha tão bem no campeonato quanto o Flamengo, mas um clássico é sempre difícil.

Vencer um rival é sempre um momento importante na campanha e contra o Corinthians, atual campeão brasileiro, em Itaquera, onde o time raramente perde, foi mais ainda. Mais do que vencer, o Palmeiras foi muito melhor e os 2 a 0 até saíram barato. Os gols de Moises, já um dos maiores destaques, e Mina, deram ao Palmeiras a tranquilidade para vencer e vencer bem.

O Palmeiras controlou o jogo como quis e nem se desgastou muito para bater o rival no dérbi. Ali, o Palmeiras deu mais uma demonstração que o time estava preparado para ir até o fim na busca pela taça.

Zé Roberto salva uma bola incrível contra o Cruzeiro

Um 0 a 0 pode ser um resultado comemorado? Pode, ainda mais quando há um lance tão incrível quanto o que protagonizou Zé Roberto, impedindo a força mística da Lei do ex de se concretizar. Era a 30ª rodada do Campeonato Brasileiro e o título já começava a aparecer no horizonte.

Robinho, que começou o ano no Palmeiras, teve tudo para marcar o gol. Tirou de Jaílson e tocou para o gol vazio. Vazio, mas só por alguns segundos. Zé Roberto veio do nada para dar um carrinho absolutamente preciso, limpo, tomando todo o cuidado para não deixar nem que a bola tocasse em seus braços e possibilitar o árbitro de marcar um pênalti. Um corte limpo e lindo, que impediu que a bola entrasse e, talvez, fizesse o time perder o jogo.

Então, sim, um 0 a 0 pode ser comemorado. Era um jogo a menos para ficar mais perto da taça. Cada vez mais.

Contra o Sport, a fé no título aumenta

Era a 32ª rodada, a seis do final. O jogo contra o Sport foi muito complicado. O Palmeiras viu o árbitro não marcar um pênalti para o Sport no começo do jogo. Foi preciso que alguns dos principais jogadores do time aparecessem para que os gols saíssem. Moisés, em um passe magistral, colocou Dudu na cara do gol. O camisa 7, capitão e, sim, ídolo, teve a categoria dos craques para tirar do goleiro e marcar 1 a 0.

O empate do Sport veio com Rogério, ainda no primeiro tempo. Então, veio outro personagem aparecer para colocar o Palmeiras de novo na frente. Moisés cobrou o lateral na área, a bola sobrou para Tchê Tchê, que finalizou muito bem para balançar a rede e marcar 2 a 1.

O segundo tempo foi tenso. O Sport teve a bola no campo de ataque, mas a defesa alviverde conseguia neutralizar os ataques antes que eles se transformassem em chances. Mesmo assim, a tensão estava no ar. A torcida empurrava, mas também sentia o nervosismo. Parecia que qualquer falha poderia resultar no empate e, assim, em um tropeço. Mas não veio. E o Palmeiras venceu e abriu seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado, a seis rodadas do final. O título parecia próximo.

Recorde público, recorde de títulos

A 37ª rodada chegou como a primeira chance do Palmeiras conquistar o título sem depender de ninguém. O time mostrou a obsessão pelo título que já tinha demonstrado em outros momentos do campeonato. Os ingressos estavam esgotados mais de uma semana antes do jogo. A expectativa era grande. A ansiedade também. Era a hora do título. Era a hora de levantar a segunda taça nacional em menos de um ano. Seria a primeira do Brasileirão, o principal campeoanto. Era a coroação.

Para tudo isso, recorde de público no Allianz Parque: 40.986 torcedores, recorde tanto do novo estádio quanto do antigo Palestra Itália (40.283 pessoas em Palmeiras 1×0 XV de Piracicaba em 18 de agosto de 1976). Era só o primeiro recorde do dia. Viria mais.

O time de Cuca teve a concentração alta, uma marca da equipe. O gol de Fabiano veio de uma jogada ensaiada, que acabou sobrando para o lateral direito marcar. Logo ele, uma surpresa da escalação. Um gol que o coloca na história.

O Palmeiras se torna o primeiro eneacampeão brasileiro. Soma Taça Brasil, Taça Roberto Gomes Pedrosa e Campeonato Brasileiro. Depois de Ademir e Dudu, de Evair e Edmundo, Dudu e Gabriel Jesus garantem um lugar na eternidade: o Palmeiras é o primeiro time a chegar a nove títulos do Campeonato Brasileiro unificado. Mais um recorde para o Verdão.

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