O Chelsea explicou nesta segunda o motivo pelo qual aceitou negociar William Gallas: ele ameaçou marcar um gol contra e cometer falhas propositais na primeira partida que disputasse, caso permanecesse no clube. O defensor foi envolvido na troca pelo lateral-esquerdo Ashley Cole, do Arsenal, momentos antes do fechamento do mercado de transferências, na última quinta.

De acordo com comunicado oficial divulgado pelo Chelsea, Gallas, de 29 anos, recusou-se a defender o clube. O francês teria ameaçado ‘jogar contra’ sua equipe se fosse forçado a entrar em campo contra o Manchester City, em 20 de agosto, na estréia dos Blues na Premier League.

Gallas teria afirmado que marcaria um gol contra, receberia um cartão vermelho ou ainda cometeria uma série de falhas para prejudicar a equipe no primeiro jogo do campeonato inglês. Ainda segundo o clube, Gallas teria se recusado a enfrentar o Livrpool na semifinal da última FA Cup.

“O Chelsea acredita ser importante para nossos torcedores saberem os fatos por completo com relação a William Gallas e a falta de respeito que ele mostrou com os fãs, o técnico e o clube. Apesar de sair do clube, ele continuou a atacar José Mourinho e isso não pode ficar impune”, afirmou o clube.

Da mesma forma como Cole desejava sair do Arsenal, Gallas nunca escondeu sua vontade de deixar o Chelsea. O francês estava há tempos descontente por ter que atuar como lateral-esquerdo, quando sua preferência sempre foi jogar no miolo da zaga. Para azedar de vez sua situação no clube, ele se recusou a embarcar com a equipe para o período de pré-temporada feito nos Estados Unidos, o que causou a ira de José Mourinho e dos dirigentes.